O presidente Lula discursa nesta terça-feira na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, a partir das 10h (horário de Brasília).
No tradicional discurso de abertura na sessão de alto nível da assembleia, o presidente deve ressaltar a importância do multilateralismo, uma das linhas centrais da política externa, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países, em cenário marcado pela multiplicação de conflitos internacionais.
Lula também deverá defender a negociação como caminho para a solução de disputas. O discurso deve apresentar a visão do Brasil sobre os principais temas da agenda internacional.
A reforma das Nações Unidas, em particular de seu Conselho de Segurança, deve estar entre os temas abordados. O Brasil defende há anos a atualização da composição e do funcionamento do órgão e critica a sua dificuldade de responder aos conflitos internacionais.
Lula teve encontros bilaterais com outros chefes de Estado e se reuniu com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que está em fase final de mandato à frente da entidade internacional e com o prefeito da cidade, o progressista Zohran Mamdani, do Partido Democrata, que governa Nova Iorque desde o início do ano. Lula retorna ao Brasil ainda hoje.
Esta é a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas como presidente da República. Em seus três mandatos, ele só não compareceu em 2010.
O presidente norte-americano é o segundo a falar, logo após Lula, e ambos eventualmente podem se cruzar nos bastidores do plenário. No ano passado, os dois líderes tiveram um breve contato, quando Lula deixava o palco após seu discurso e Trump se preparava para falar.
Na ocasião, o encontro causou boa impressão nos dois presidentes e Trump posteriormente falou em “química excelente” entre eles. Foi o primeiro de três encontros entre os dois líderes desde então.
De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova Iorque durante toda a semana e participará de uma série de reuniões e encontros ministeriais, entre eles os do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de reuniões da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do Consenso de Brasília.
O ministro também presidirá duas reuniões ministeriais. No dia 23 de setembro, será realizado o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a Presidência brasileira do G20. No dia 24, Mauro Vieira presidirá a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).
O Brasil ocupa atualmente a Presidência da Zopacas, após a realização, em abril deste ano, da 9ª Reunião Ministerial da organização. O país exercerá a Presidência pelo período de três anos.
Rubio afirma que Trump está disposto a se reunir com presidente do Irã
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira que o presidente, Donald Trump, está disposto a se reunir com seu homólogo iraniano, Masud Pezeshkian, durante a assembleia.
“Ele disse que está aberto a se reunir com qualquer pessoa; este é um presidente que está disposto a se reunir com qualquer pessoa porque acredita que é importante conversar sobre as questões para resolver os problemas, e isso não significa que seja preciso concordar”, destacou Rubio durante uma entrevista à emissora de televisão NBC.
Nesse sentido, ele esclareceu que o governo Trump “está aberto a isso”, embora tenha descartado que “haja algo agendado” no momento para que esse encontro ocorra. “A ideia por trás de tudo isso é alcançar o objetivo final, que é garantir que o Irã nunca possa ter uma arma nuclear”, destacou.
O chefe da diplomacia norte-americana ressaltou que o Irã é um “regime clerical radical” e enfatizou que existe “uma ameaça contra o próprio povo iraniano”. “Podemos ver como eles causam danos e provocam massacres no país e em toda a região. Eles nunca podem ter uma arma assim”, afirmou.
“É aterrorizante que os democratas queiram que o Irã tenha uma arma nuclear. É um verdadeiro suicídio”, sinalizou.
“Estamos dispostos a conversar se isso levar a algo positivo”, destacou.
Com informações da Agência Brasil e da Europa Press

Fonte Monitor Mercantil