O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) registrou uma média de 133,3 pontos em agosto, um aumento de 1,9% em relação a julho e de 2,5% em relação ao ano anterior, atingindo seu nível mais alto desde o final de 2022, informou a instituição nesta sexta-feira.
Apesar da alta em agosto, o Índice de Preços de Alimentos da FAO permaneceu 16,8% abaixo do recorde atingido em março de 2022, informou a organização.
O aumento foi generalizado, com a alta dos índices de todos os cinco grupos de commodities. O Índice de Preços do Açúcar registrou o maior aumento, saltando 11,9% em relação ao mês anterior e atingindo seu nível mais alto desde junho de 2025, em meio a preocupações crescentes com a oferta global de açúcar na safra 2026/27.
O clima quente e seco na União Europeia e em partes da Ásia, a menor produção de açúcar no Brasil e a decisão da Índia de permitir a importação de açúcar bruto com isenção de tarifas contribuíram para a alta.
O Índice de Preços de Cereais subiu 2,2% em agosto, atingindo seu nível mais alto desde maio de 2024. Os preços do trigo aumentaram 2,6%, impulsionados por interrupções contínuas na logística de exportação da região do Mar Negro, perspectivas de menor produção em partes da Europa devido ao clima quente e seco e pela desvalorização do dólar.
Os preços do milho subiram 2,5% em meio a preocupações com a produtividade das culturas em partes dos Estados Unidos e da União Europeia, forte demanda dos setores de etanol e ração animal e interrupções nas exportações ucranianas.
O Índice de Preços de Óleos Vegetais subiu 0,6%, atingindo seu nível mais alto desde junho de 2022, marcando o terceiro aumento mensal consecutivo.
O Índice de Preços de Carnes aumentou 1%, impulsionado pela alta nos preços das carnes de aves, suínos e ovinos, enquanto o Índice de Preços de Laticínios subiu 2,3%, registrando sua primeira alta em quatro meses.
Com informações da Agência Xinhua

Fonte Monitor Mercantil