EUA criaram 162 mil novos empregos em agosto

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O mercado de trabalho dos EUA gerou 162 mil novos empregos em agosto, superando amplamente os dados de 21 mil empregos do mês anterior e excedendo as expectativas dos analistas, conforme informou nesta quinta-feira o Departamento do Trabalho.

O desempenho do mercado de trabalho norte-americano se destaca neste mês de verão e registra um número acima da média mensal, com um aumento de 31 mil empregos em relação aos 12 meses anteriores.

De maneira geral, o emprego cresceu em quase todos os setores, enquanto os maiores aumentos foram registrados nos serviços de alimentação e hotelaria (59 mil), e na educação pública em nível local (42 mil); já no lado oposto da tabela, as contratações no setor de informação diminuíram em 23 mil, após perdas que haviam atingido uma média de 8 mil por mês nos últimos 12 meses.

Por sua vez, a indústria manteve sua tendência de alta e cerca de 16 mil pessoas começaram a trabalhar no setor durante o mês de agosto, o que representa um aumento de 58 mil contratados desde seu nível mínimo em dezembro de 2025.

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Entre outros setores com aumento no número de empregos, destacam-se a construção civil (22 mil) e os serviços de saúde (13 mil), enquanto houve poucas mudanças em outros setores importantes – mineração, pedreiras e extração de petróleo e gás -, comércio, transporte e armazenamento, atividades financeiras e serviços profissionais e empresariais.

Por sua vez, a taxa de desemprego não sofreu variação em agosto e permaneceu em 4,1%, assim como o número de desempregados, que se manteve praticamente inalterado, estimando-se em cerca de sete milhões de pessoas.

Da mesma forma, o Departamento de Trabalho revisou para baixo o dado de junho em mais 11 mil empregos, passando de 20 mil para 31 mil novas contratações; enquanto o dado de julho também foi revisado para mais 44 mil empregos, passando de -23 mil para 21 mil. Com essas revisões, o total de empregos em junho e julho soma 55 mil a mais do que o informado anteriormente.

Dessa forma, o mercado de trabalho norte-americano volta a demonstrar solidez diante dos primeiros dados divulgados em julho, que apontavam para uma desaceleração na criação de empregos no país.

Segundo Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, “a criação de vagas de emprego não agrícolas veio bem acima do esperado em agosto, com 162 mil postos criados, ante expectativa de mercado de apenas 55 mil. A taxa de desemprego ficou estável em 4,1%, em linha com a projeção.”

“O ganho médio por hora subiu 0,3% no mês, também em linha com o esperado, e acelerou para 3,1% na comparação anual, levemente acima da previsão de 3%. Os dados de junho e julho foram revisados para cima, com junho passando de 20 mil para 31 mil vagas e julho revertendo de uma perda de 23 mil para um ganho de 21 mil, o que eleva o total dos dois meses em 55 mil vagas frente ao reportado anteriormente”, avalia.

O economista também lembra que na abertura por setor, o destaque positivo veio de serviços de alimentação e bares, que criaram 59 mil vagas, bem acima da média mensal de 12 mil dos últimos 12 meses. A educação do governo local também contribuiu, com 42 mil postos, compensando praticamente toda a queda do mês anterior. A indústria de transformação seguiu em tendência de alta, com 16 mil vagas. Na contramão, o setor de informação perdeu 23 mil empregos, com perdas concentradas em provedores de infraestrutura computacional, processamento de dados e hospedagem web, publicação e radiodifusão de conteúdo.

“O resultado surpreendeu o mercado, que já vinha de uma leitura mais hawkish após o discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole, e reforça a tese de que o lado do emprego do mandato dual segue sólido, sem qualquer sinal claro de deterioração. A reação imediata do mercado, com alta do dólar e das taxas dos Treasuries, mostra que os investidores passaram a atribuir mais peso ao cenário de uma possível alta de juros pelo Fed, já que a força do mercado de trabalho retira qualquer contrapeso à prioridade declarada de Warsh no combate à inflação ainda distante da meta de 2%”, diz.

Com informações da Europa Press

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Fonte Monitor Mercantil

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