O presidente Donald Trump anunciou que os EUA permitirão a importação de até 300.000 toneladas de carne moída sem tarifas nos próximos 90 dias, visando reduzir os preços para os consumidores antes das eleições de meio de mandato. A carne será vendida com um desconto de 25% sobre os preços de mercado. A medida ocorre em meio a preocupações com a inflação, especialmente no setor de carne bovina. Trump destacou que o acordo ajudará a reconstruir o rebanho e apoiar os pecuaristas americanos.
WASHINGTON – O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira, 21, que os Estados Unidos permitirão a importação, isenta de tarifas, de até 300.000 toneladas de carne moída nos próximos 90 dias, em uma tentativa de reduzir os preços para os consumidores. O poder de compra é uma das principais preocupações dos americanos às vésperas das eleições de meio de mandato de novembro.
O presidente não especificou de quais países virão as importações, mas indicou que a carne será vendida com um desconto de 25% sobre os preços de mercado.
“Enquanto trabalhamos para reconstruir nosso rebanho e ajudar nossos pecuaristas, nos próximos 90 dias os Estados Unidos permitirão a importação de até 300.000 toneladas de produto para carne moída sem tarifa e fora de cota”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

Na foto, o presidente Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, na segunda-feira, 17. Foto: Manuel Balce Ceneta/AP
No país dos hambúrgueres, a carne bovina é um dos produtos cujos preços mais atormentam os consumidores. Em maio, era preciso pagar 15% a mais do que no ano anterior para comprar um bife, segundo os dados oficiais de inflação.
“Este acordo reduzirá os preços para os americanos”, comemorou Trump.
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No fim de julho, o Departamento de Agricultura anunciou a próxima retomada da importação de gado mexicano, mais de um ano após sua suspensão devido a um desacordo em torno do combate a um parasita.
O México exportou pouco mais de um milhão de cabeças de gado para os Estados Unidos em 2024, segundo estimativas de ambos os governos.
Diante do impacto inflacionário das tarifas adicionais — principal arma econômica de Trump —, Washington também havia anulado aquelas que afetavam certos produtos agrícolas procedentes do Brasil, como carne bovina, café e tomates. /AFP
Fonte ONU