O que é preciso para atingir a mentalidade de alta performance e por que ela pode ser a alavanca da sua empresa

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* Por Kayky Janiszewski

Comecei a empreender com 15 anos, atuando com marketing, produtos digitais e ensinando as pessoas a criar um negócio online. Eu queria me desenvolver, então, anos depois, cofundei junto com um amigo e parceiro uma startup de verificação de identidade e prevenção à fraude. Desde o início, trabalho no modo de alta performance, ou high performer, buscando intensidade, clareza, velocidade e obsessão ao cliente. Ao longo do tempo, essa mentalidade me trouxe muitos aprendizados e insights, que quero compartilhar ao longo do artigo.

O primeiro é fazer uma reflexão diária: quais são os dois ou três pontos-chave que realmente mudam a direção da empresa? Por exemplo, fechar clientes, criar um novo produto ou entrar em um novo mercado. A ideia é que seja possível transformar as respostas às perguntas em demandas, então será preciso entender como fazer, quem são os decisores e o que é preciso para chegar até eles. É assim que a rotina ficará cheia de metas para executar.

Mas, mesmo antes das metas, o mais importante é ter um objetivo final e entender quais são os caminhos para chegar nele. Isso pode ser vender o mesmo produto para mais clientes, vender para contas maiores, aumentar o preço de alguns clientes ou vender mais para clientes atuais. Algumas oportunidades são low hanging fruit (frutas baixas do pé, as mais fáceis de pegar), mais fáceis, rápidas e com bom retorno; e outras são high hanging fruit (frutas altas, as mais difíceis de pegar), que exigem mais esforço e demoram mais, mas que podem mudar completamente o jogo. O ponto é que pessoas high performers pensam nos dois tipos, mas sempre começam pelas oportunidades mais baixas do pé.

Além disso, líderes e empreendedores que buscam a mentalidade de alta performance pensam obsessivamente sobre receita, novos mercados, ameaças e novas oportunidades, além de se fazerem muitas perguntas sobre cada um desses tópicos, como: “quem são os clientes que ainda não falamos?”; “como podemos faturar mais?”, “quem são os clientes que ainda não falamos?”; “existe algum produto que deveríamos criar?”; “o que pode matar nosso negócio?”; e “existe alguma oportunidade gigante que estamos ignorando?”. A ideia do overthinking não é se preocupar sem rumo, mas pensar profundamente sobre um objetivo, por isso a dica é escrever as respostas.

Por último, é importante que o CEO esteja totalmente alinhado com a companhia, pois o negócio é um conjunto de partes conectadas. Produto, tecnologia, pessoas, vendas e operação estão interligados, por isso, se a decisão for a de contratar mais vendedores, marketing precisará gerar mais leads, produto precisará suportar mais clientes, suporte receberá mais dúvidas e o financeiro lidará com mais contratos. Quando a liderança toma uma decisão, ela afeta várias áreas, gerando efeitos em cadeia. O high performer deve estar atento a essas variáveis e oportunidades.

De maneira geral, a liderança de alta performance é proativa, focada em resultados, resiliente e está sempre aprendendo algo novo. Além disso, a inteligência emocional a fará ter facilidade para construir bons relacionamentos e liderar pelo exemplo.

* Kayky Janiszewski fundou sua primeira empresa aos 16 anos, quando se destacou no mercado internacional de produtos digitais. Aos 21 anos, cofundou a Legitimuz com a missão de tornar a verificação de identidade mais segura, precisa e acessível no Brasil



Fonte Startupi

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