Brasil abre posto tributário na China para ampliar comércio

Compartilhar:

Dario Durigan, Ministério da Fazenda
Dario Durigan (foto de Diogo Zacarias, Ministério da Fazenda)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, inaugurou nesta sexta-feira a Adidância Tributária e Aduaneira do Brasil em Pequim. A iniciativa pretende facilitar o comércio entre os dois países, reduzir entraves burocráticos e ampliar a cooperação fiscal.

O novo posto será a quinta representação do tipo mantida pelo Brasil no exterior. Inaugurada no último dia da viagem oficial de Durigan à China, a unidade será vinculada à Receita Federal.

O objetivo é criar um canal técnico direto com autoridades chinesas para melhorar a previsibilidade das operações comerciais, apoiar empresas brasileiras e fortalecer ações contra irregularidades no comércio internacional.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009. O intercâmbio entre os dois países supera US$ 150 bilhões por ano, com forte participação de produtos como soja, minério de ferro e petróleo.

Espaço Publicitáriocnsegcnseg

A Adidância funcionará como uma unidade avançada da Receita Federal no exterior. O posto será ocupado por um auditor-fiscal e terá atuação técnica, diplomática e estratégica, sem poder de decisão sobre processos tributários ou aduaneiros.

Na prática, o representante brasileiro fará a interlocução com órgãos chineses responsáveis por tributos e alfândega, buscando resolver problemas operacionais, aproximar as legislações e acelerar procedimentos de importação e exportação.

Segundo o governo, a presença permanente no país asiático deve ajudar empresas brasileiras a compreender melhor regras locais, reduzir custos logísticos e diminuir o tempo de liberação de mercadorias.

A atuação da nova representação será baseada em acordos já firmados entre Brasil e China, incluindo instrumentos para evitar dupla tributação e ampliar a assistência mútua em assuntos aduaneiros. Em julho do ano passado, a Receita Federal tinha anunciado a intenção de criar a agência tributária e aduaneira no país asiático.

Também estão previstos mecanismos de cooperação com a Administração Tributária Estatal da China e a Administração Geral de Aduanas chinesa, incluindo intercâmbio de informações, integração digital de processos e troca de especialistas.

A Fazenda avalia que a aproximação permitirá maior eficiência no combate à evasão fiscal, ao contrabando e a outras práticas ilícitas que afetam o comércio internacional.

De acordo com a Fazenda, a presença de um adido especializado no principal parceiro comercial do Brasil trará vantagens, como: entendimento mútuo das legislações; redução de entraves burocráticos; e impulsionamento do comércio bilateral.

O Ministério da Fazenda também informou que a unidade na China ajudará a reduzir práticas ilícitas que prejudicam o comércio bilateral, por meio do combate à evasão fiscal; combate ao contrabando; e troca direta de informações e experiências.

Mais investimentos – Além da agenda comercial, o governo brasileiro pretende usar a missão na China para apresentar oportunidades de investimento ligadas à transformação ecológica e à inovação.

O Ministério da Fazenda também promove ações do programa Eco Invest Brasil, voltado à atração de capital estrangeiro para projetos sustentáveis, incluindo áreas como energia limpa, minerais estratégicos, inteligência artificial, baterias e descarbonização industrial.

Depois da China, a rodada de apresentação seguirá para o Japão e a Coreia do Sul, países considerados estratégicos pela capacidade tecnológica e financeira.

Com a criação do posto em Pequim, o Brasil amplia sua rede de adidâncias tributárias e aduaneiras, que já conta com representações em Washington, Buenos Aires, Assunção e Montevidéu.

Agência Brasil

Siga o canal “Monitor Mercantil” no WhatsApp:cnsegcnseg



Fonte Monitor Mercantil

Artigos relacionados

Bebê engatinhando sozinha na madrugada é salva por motoqueiro no ES

Uma bebê de um ano de idade foi encontrada por um motoqueiro engatinhando sozinha em uma avenida de...

Gestora Bain se une à Advent em nova proposta para comprar a Amil

A Amil pode mudar de dono, de novo. Dois dos maiores fundos de participação do mundo, as americanas...

ONU Mulheres aponta riscos da Inteligência Artificial para igualdade de gênero

Embora esteja reescrevendo a dinâmica global, a Inteligência Artificial, IA, perpetua desigualdades e silencia os direitos de meninas...