Ao mirar Galípolo para atingir Campos Neto, Lula e o PT podem atingir o próprio pé
PT entende que declaração de Galípolo pode ser uma espécie de “bala de prata” para associar o Master ao governo Bolsonaro. Crédito: Alvaro Gribel/ Estadão
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 14, que pediu ao presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que ele torne pública a origem do escândalo do Banco Master.
Em entrevista aos veículos de esquerda Brasil 247, Revista Fórum e Diário do Centro do Mundo (DCM), Lula disse ainda que não quer que Galípolo acuse o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, mas que mostre “quem é quem”.
“Eu disse ao companheiro Galípolo: ‘O que eu quero de você é que você preste contas à sociedade de onde é que está a origem disso. Eu não quero que você acuse o Roberto Campos porque você não é policial nem procurador. Eu só quero que você mostre para a sociedade quem é quem no cinema, quem é o artista principal e quem é o coadjuvante’”, afirmou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente disse ainda que a Polícia Federal precisa afirmar que os crimes desvendados desde 2023 foram feitos a partir de operacionalizações do governo dele. Lula disse ainda que a corrupção só aparece nos governos de quem combate os crimes, e que eles ficam ocultos em gestões que não se preocupam com o tema.
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“Quando você apura a corrupção e prende o bandido, aparece a corrupção. Aparece no governo de quem? De quem combate a corrupção. De quem não combate a corrupção não aparece”, declarou o presidente.
O presidente voltou a dizer que irá criar o Ministério da Segurança Pública assim que o Congresso Nacional aprovar a PEC da Segurança Pública.
Na pauta econômica, Lula disse que o governo está estudando formas de aliviar as dívidas de estudantes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que, segundo o presidente, outra vez estão ficando no vermelho.
Fonte ONU