Empreendedora Carioca Transforma Fracasso da Pandemia em Vitória no MIT

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A carioca Thais Guerra, cofundadora da Flori Tech, define a essência do que é ser empreendedora, em especial no Brasil. Formada em desenho industrial, sua trajetória é marcada por uma transição entre o design e a tecnologia ambiental, mas o caminho até a operação comercial foi testado pelo caos da pandemia. Em 2020, durante o lockdown, ela e seu atual sócio, Gabriel Bastos, tentaram viabilizar um primeiro piloto de máquinas de coleta de resíduos para um hortifrúti em São Paulo.

“Sem capital e operando remotamente entre o Rio e o interior, a montagem foi artesanal, eu soldava circuitos em casa enquanto meu sócio acessava o computador à distância para programar as placas. O resultado foi um projeto tecnicamente instável que, embora tenha gerado frustração e balançado a autoestima da equipe, serviu como um estimulo necessário para entender as lacunas do mercado de reciclagem”, explica Thais.

O ponto de virada, conta Thais, surgiu justamente do aprendizado forçado e a exposição ao ecossistema de inovação. Um mentor, impressionado com a persistência e a visão técnica do grupo apesar das falhas do piloto, decidiu realizar um investimento anjo de R$ 50 mil reais. “Esse aporte permitiu que deixassemos nossos empregos para se dedicar integralmente ao negocio.”

Em 2022, a Flori iniciou oficialmente sua operação comercial, consolidando um modelo B2B que hoje atende gigantes como Nestlé e Ambev. A empresa evoluiu de um projeto de Hackathon para uma solução de tecnologia que aluga e vende máquinas inteligentes capazes de identificar diversos tipos de resíduos sem a necessidade de código de barras. Thais e seu sócio venceram o HackBrazil 2026, um dos sete programas de impacto social da Brazil Conference, principal evento organizado por estudantes brasileiros no exterior, no ultimo fim de semana. A premiação aconteceu no Samberg Conference Center, dentro do MIT, nos Estados Unidos, e garantiu à empresa um aporte de R$ 100 mil para aceleração do projeto.

Em 2026, cerca de 204 startups brasileiras se inscreveram para participar do programa de Impacto Social. O processo seletivo contou com múltiplas etapas, incluindo avaliação de impacto, entrevistas e uma fase de aceleração com mentorias especializadas. Também participaram da etapa final a Peptidus Biotech, focada em terapias para saúde animal, e a Painter Robot, que desenvolve soluções para a construção civil.



FonteCâmara dos Deputados

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