A China lançou nesta sexta-feira um plano de ação de três anos para acelerar o desenvolvimento de alta qualidade de equipamentos de economia de energia, com o objetivo de fomentar novos motores de crescimento verde e apoiar a transição de baixo carbono. O país comprometeu-se a atingir o pico de emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e a alcançar a neutralidade de carbono até 2060.
De acordo com o plano, emitido conjuntamente por vários departamentos governamentais, incluindo o Ministério de Indústria e Informatização, a China se esforçará para alcançar avanços em materiais-chave e componentes-chave para equipamentos de economia de energia de 2026 a 2028 e atingir níveis de liderança internacional na eficiência de equipamentos principais, como motores elétricos e transformadores.
A aplicação de tecnologias de informação de próxima geração, incluindo inteligência artificial, será expandida no setor, de acordo com o plano. O ministério disse que os esforços se concentrarão em seis grandes categorias, incluindo motores de eficiência energética, produção de hidrogênio por eletrólise da água e dispositivos de informação e comunicação.
Especialistas observaram que promover o desenvolvimento de alta qualidade de equipamentos de economia de energia é um passo fundamental para melhorar a eficiência energética industrial e atingir as metas de pico de carbono e neutralidade de carbono da China, bem como fortalecer a competitividade industrial.

O ministério disse que acelerará a atualização dos equipamentos de economia de energia, aperfeiçoará o sistema de padrões e incentivará as regiões com condições permissíveis a introduzir políticas de apoio.
Apesar do crescimento renovável, o carvão ainda representa mais da metade da matriz energética do país, com a construção de novas usinas de carvão ocorrendo simultaneamente ao investimento em limpas.
Metas e ações
· Novas metas para 2035: A China planeja reduzir entre 7% e 10% de suas emissões de carbono até 2035, comparado ao pico atual, visando diminuir mais de 1 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa.
· Energia não fóssil: O plano é aumentar a participação de fontes não fósseis na matriz energética para mais de 30% até 2035.
· Expansão renovável: A China instalou mais energia solar e eólica do que o resto do mundo combinado. A capacidade solar e eólica deve expandir mais de seis vezes até o final da década.
· Mercado de carbono: Desde julho de 2021, o país opera o maior mercado nacional de comércio de emissões de carbono do mundo.
· Veículos elétricos: O país lidera o mercado global de produção e venda de veículos elétricos e híbridos

Fonte Monitor Mercantil