Ex-assessora de Flávio Bolsonaro é denunciada sob acusação de lavar dinheiro de filho miliciano – 19/03/2026 – Política

Compartilhar:

Uma ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) foi denunciada sob acusação de participar da lavagem de dinheiro do filho, o miliciano Adriano da Nóbrega, morto em 2022 em uma operação policial na Bahia.

De acordo com a denúncia divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Ministério Público estadual, Raimunda Veras Magalhães integrou uma rede de pessoas e empresas usada para “receber, movimentar e ocultar valores oriundos do jogo do bicho”.

A Folha procurou a advogada Manoela Santos, que representou Raimunda em outros processos, mas ela ainda não respondeu às tentativas de contato. Flávio não quis comentar a denúncia por não ter tomado conhecimento da acusação.

Raimunda foi uma das denunciadas no esquema de “rachadinha” atribuído a Flávio pelo MP-RJ no período em que esteve na Alerj. O caso foi arquivado após a anulação de provas pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo o MP-RJ, Adriano controlava pontos de jogo do bicho em Copacabana em associação com o bicheiro Bernardo Bello. A investigação apontou que quatro empresas movimentaram R$ 8,5 milhões.

“Entre os empreendimentos de fachada constam um depósito de bebida, um bar e um restaurante. Os investigadores se depararam com um quiosque de serviços de sobrancelha localizado em um shopping na zona norte, cuja conta registrou, em seis meses, aproximadamente R$ 2 milhões em créditos”, afirma o MP-RJ.

Raimunda trabalhou como assessora de Flávio entre abril de 2016 e novembro de 2018. O MP-RJ não informou o período em que ela foi acusada de atuar no esquema de lavagem de dinheiro.

O MP-RJ apresentou também denúncia contra o deputado federal Juninho do Pneu. A Promotoria afirma que ele adquiriu bens de Adriano após sua morte avaliados em R$ 3,5 milhões. A acusação afirma que ele e a viúva do miliciano, Julia Lotuffo, também denunciada, tinham ciência da origem ilegal do imóvel e da irregularidade da transação.

A Folha não localizou as defesas de Juninho e Julia.

Ao todo, três denúncias foram oferecidas para tratar da atuação de Adriano no jogo do bicho, numa rede de matadores de aluguel e na ocultação de seu patrimônio após a morte.

“A terceira ação penal trata dos integrantes que atuavam sob o comando do miliciano e que continuaram em atividade após sua morte. As apurações indicam que o grupo criminoso persistiu e sofisticou sua estrutura mesmo após a morte de Adriano da Nóbrega. Segundo o Gaeco/MP-RJ, Julia Lotufo atuava como líder e controlava toda a contabilidade e os ativos da organização criminosa, cujos negócios ilícitos envolviam agiotagem, contravenção e mercado imobiliário irregular”, afirma o MP-RJ.



Fonte UOL

Artigos relacionados

A boca fala antes do corpo: por que o dentista pode identificar doenças antes mesmo dos sintomas

Muito além do sorriso, a cavidade bucal pode revelar sinais precoces de alterações hormonais, inflamações, distúrbios do sono e outras condições sistêmicas, reforçando o papel do cirurgião-dentista na prevenção e no cuidado integral da saúde.

Paula Visoná: a especialista que transforma estudos de futuro em estratégia para empresas, cidades e sociedade

Com mais de duas décadas de atuação entre pesquisa, academia e mercado, Paula Visoná se destaca ao traduzir...

Mulheres conquistam mais renda, mas ainda enfrentam desafio para transformar ganhos em patrimônio

Livro de Lisa Dossi propõe uma nova visão sobre educação financeira, independência econômica e construção de riqueza feminina As...

Fértil Comunicação aposta em Inteligência Artificial para ampliar atuação no mercado nacional e internacional

CEO Brunno Saraiva investe em especialização para conduzir nova fase de inovação, tecnologia e comunicação estratégica. A transformação digital...