as ações petroleiras preferidas da XP neste cenário

Compartilhar:

Com os preços do petróleo do Brent acima dos US$ 100 o barril, impulsionado pelo conflito no Irã, governos de todo o mundo tomaram medidas para tentar mitigar os efeitos inflacionários sobre suas economias.

No Brasil, o governo anunciou na última quinta-feira (12) uma série de medidas para conter os preços do diesel nos postos, que incluíram uma tarifa de 12% sobre as exportações de petróleo, subsídios ao diesel e outras.

Segundo a XP Investimentos, a decisão adiciona novas variáveis a um ambiente já marcado por distorções, como o aumento dos crack spreads, prêmios no petróleo pesado e alta nas taxas de frete de navios (VLCC), além de impactos específicos sobre as empresas do setor.

Nesse cenário, a XP Investimentos reiterou preferência pela PRIO (PRIO3) e pela Petrobras (PETR3;PETR3), uma vez que ambas apresentam o melhor equilíbrio entre risco e retorno e potencial de ganhos atativos em 2026, caso os preços do petróleo permaneçam altos.

Já a Brava Energia (BRAV3) só se tornaria mais interessante em um cenário de preços persistentemente altos ao longo do próximo ano. A lista de preferências da XP também conta com a Vibra (VBBR3), pois acredita que as margens de distribuição de combustíveis devem aumentar significativamente, com a Petrobras mantendo os preços domésticos do diesel e da gasolina abaixo da paridade de importação.

Expectativa de preços

A XP Investimentos avalia que, embora seja impossível prever com precisão a trajetória do petróleo, o cenário atual ainda sustenta preços elevados por mais tempo. A casa não acredita que o tráfego no Estreito de Ormuz ficará interrompido indefinidamente, mas destaca que o tempo de normalização será determinante para os preços.

Continua depois da publicidade

Entre os cenários possíveis, a XP vê espaço para uma solução diplomática, com o Irã evitando ataques a determinados navios, o que poderia aliviar as cotações. Por outro lado, uma alternativa militar, com escolta de petroleiros, traria risco de escalada do conflito e manteria a volatilidade elevada. De qualquer forma, quanto mais tempo o fluxo no estreito permanecer comprometido, maior tende a ser a pressão sobre os estoques globais, sustentando o petróleo em níveis altos. A avaliação é que os preços dificilmente voltarão aos patamares pré-conflito no curto prazo.

Nesse contexto, a corretora reforça a importância da sensibilidade das empresas aos preços do Brent. A cada alta de US$ 10 por barril, o rendimento de fluxo de caixa ao acionista (FCFE) em 2026 pode subir cerca de 5 pontos percentuais para a PRIO, 4 pontos para a Petrobras, 3 pontos para a PetroReconcavo e 2 pontos para a Brava Energia.



Fonte Infomoney

Artigos relacionados

“Colinha do Lula” cai do céu na Paulista, viraliza e provoca repercussão política

Uma ação atribuída às campanhas de Jackson Vilar, candidato a deputado estadual, e de sua filha, candidata a...

FMI: Economia de Macau resiliente, mas ainda depende do jogo e turismo

Apesar de fatores externos adversos, a economia da Região Administrativa Especial de Macau, na China, manteve-se resiliente, mas...