Mercado Bitcoin anuncia parceria estratégica para estruturar a ponte entre credores de precatórios e o mercado de capitais

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O mercado de precatórios acaba de ganhar mais uma importante movimentação. A Adianta Jus, empresa que atua com o propósito de transformar o ecossistema de ativos judiciais, e o MB | Mercado Bitcoin, maior plataforma de investimentos em ativos digitais da América Latina, anunciam parceria inédita para atuar como facilitador estratégico e estruturar a ponte entre credores de precatórios e o mercado de capitais. Como índice do sucesso da parceria, a primeira oferta pública foi integralmente vendida em menos de uma semana do lançamento.

O objetivo principal da nova parceria é estruturar de forma segura e escalável a ponte entre credores e investidores, dando liquidez imediata para quem tem créditos a receber do governo. Além disso, a iniciativa busca democratizar o investimento no setor, oferecendo cotas acessíveis a partir de um investimento inicial de R$100, com uma rentabilidade estimada de 20,00% ao ano e uma camada de proteção de subordinação (primeira camada a absorver possíveis perdas) no valor de 10% do montante captado.

Por um lado, a Adianta Jus realiza a originação dos precatórios e direitos creditórios, operacionalizando a compra dos ativos com os credores, desde a negociação de valores, passando por uma análise jurídica rigorosa, até a escritura de cessão de crédito e o pagamento ao credor. A Adianta Jus é a detentora integral da cota subordinada do token, garantindo o alinhamento de interesses na qualidade da originação uma vez que é a primeira camada a absorver eventuais perdas. Por sua vez, o Mercado Bitcoin transforma esses direitos creditórios em tokens e realiza a distribuição para investidores, referente a cota sênior da operação.

“Essa parceria resolve o problema da lentidão no recebimento de recursos por parte de credores que não querem esperar o longo cronograma de pagamentos de precatórios. Pelo lado do mercado de capitais, a estrutura mitiga riscos sistêmicos ao descentralizar processos, evitando modelos excessivamente concentrados de originação e análise que aumentam o risco operacional, como visto em casos institucionais recentes. Além disso, permite que investidores pessoa física diversifiquem a carteira de investimentos em ativos antes restritos à investidores institucionais”, comenta José Werneck, sócio-fundador da Adianta Jus.

Outro ponto interessante é que a base da operação é a tokenização, que utiliza o token PREC01, que representa Certificados de Recebíveis emitidos pela MB Securitizadora. Na prática, os direitos creditórios judiciais são transformados em tokens e lançados em blockchain, permitindo que diversos investidores comprem facilmente pequenas fatias desse título de crédito.

“Nossa infraestrutura oferece transparência, conformidade e segurança por meio de oferta sob a Resolução da CVM, além do registro na blockchain, o que garante a posse e pagamento do recebível em nome do investidor por meio de contratos inteligentes garante a posse e pagamento do recebível em nome do investidor por meio de smart contracts.” É o selo de qualidade do Mercado Bitcoin que traz peso e governança para os investidores. O MB é auditado pela KPMG, possui todas as licenças regulatórias para operar no Brasil e é a quinta maior tokenizadora de crédito privado no mundo, tendo tokenizado R$2,3 bilhões em toda a nossa história”, afirma André Gouvinhas, VP de Head Investments & Banking.

O potencial desse mercado é expressivo, especialmente com o foco em ativos pulverizados, que apresentam menor concorrência e deságios maiores. A emissão do token PREC01 representa apenas o primeiro passo da parceria, com um volume máximo de captação de R$2 milhões. Ao longo do ano de 2026, a expectativa é de que novos tokens sejam lançados, alcançando uma captação total estimada em R$15 milhões.

“Fintechs e legaltechs também desempenham um papel central ao ampliar o acesso e simplificar esse ecossistema complexo. A aplicação de tecnologia inteligente permite a identificação automatizada de créditos, além de precificação e análises jurídicas mais ágeis. Esse modelo colaborativo beneficia desde o investidor de varejo até os institucionais, que agora podem terceirizar a originação e análise sem precisar internalizar toda a burocracia da operação”, explica Werneck.




Fonte Startupi

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