Oposição aciona STF para garantir criação de CPMI do Master

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Parlamentares da oposição ao governo protocolaram, na segunda-feira (9), um mandado de segurança com pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal para garantir a instalação imediata de uma CPMI para investigar o caso do Banco Master.

O pedido para investigar o caso Master chegou a ultrapassar o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento, mas travou pelo rito formal. O requerimento precisa ser lido em sessão conjunta da Câmara e do Senado para que a CPMI seja formalmente criada.

Para escalar a ação ao Supremo, o grupo argumenta que o presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), age com “omissão inconstitucional” ao não realizar a leitura do requerimento.

A iniciativa pela criação da CPMI foi liderada pelo deputado Carlos Jordy, que conseguiu 280 assinaturas de deputados e senadores, bem acima das 198 necessárias. A disputa em torno da CPMI ocorre em paralelo às investigações em curso sobre o Banco Master, que envolvem suspeitas de fraudes financeiras e conexões políticas, inclusive com o ministro Alexandre de Moraes e com o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva.

A CPMI pretende investigar pontos que já são apurados pela CPI do Crime Organizado, que ocorre no Senado. Entre eles, o acordo entre o escritório Barci de Moraes, da esposa do ministro do Supremo, com o banco Master, e possível proximidade do também ministro Dias Toffoli com pessoas próximas a Daniel Vorcaro.

Para evitar que o tema caia justamente nas mãos de Moraes ou Toffoli, os parlamentares solicitaram que o mandado de segurança seja distribuído ao ministro André Mendonça, que já é relator do caso Master no Supremo.

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Em vídeo publicado nas redes sociais, a deputada federal Bia Kicis, que assina a ação enviada ao STF, afirmou que o grupo aguardava uma ação do governo que fosse condizente com o interesse da sociedade em chegar aos fatos do que considera “o maior escândalo do país”, mas diante a imobilidade, decidiram agir.

“Nós queremos que a verdade venha a tona, queremos investigar. Nós entedemos que deveríamos dar um passo a mais, como PL [Partido Liberal], mostrar que não podemos ficar omissos diante esse quadro que está se desenrolando. Quem são os culpados? Não sabemos, mas se não investigarmos, jamais saberemos”, destacou a deputada em conversa com jornalistas.



Fonte Infomoney

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