‘Trump fará com as Nações Unidas o que fez com a Otan’

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Mike Waltz, embaixador dos EUA junto às Nações Unidas (foto da ONU)
Mike Waltz, embaixador dos EUA junto às Nações Unidas (foto da ONU)

O embaixador dos EUA junto às Nações Unidas, Mike Waltz, defendeu nesta sexta-feira que o presidente norte-americano, Donald Trump, impulsionará o mesmo tipo de reformas nas Nações Unidas que promoveu na Otan, insistindo que o organismo multilateral deve voltar a ser relevante para a “mediação e manutenção da paz”.

Em uma intervenção na Conferência de Segurança de Munique, o embaixador norte-americano reivindicou os planos de Washington para “colocar a ONU em dieta”.

“Todos concordam que eram necessárias reformas. Estamos trabalhando arduamente para que a ONU volte ao essencial, àquela função de mediação e manutenção da paz que foi fundamental na sua criação”, afirmou.

Waltz, neste ponto, deu como exemplo as mudanças impulsionadas na Otan, onde os EUA pressionaram seus membros a investir mais em defesa e assumir mais responsabilidade pela segurança, diante de uma retirada dos EUA.

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“Quem aqui poderia argumentar que a Otan não está em melhor posição agora do que há 10 anos, quando menos de sete de seus contribuintes atingiam o mínimo exigido?”, indicou, em referência aos gastos militares dos aliados. Dessa forma, ele defendeu a reforma da ONU “para que ela seja adequada ao seu propósito e volte ao essencial”.

“De forma muito semelhante ao que fizemos com a Otan. Ele fará pela ONU o que fez pela Otan nos últimos 10 anos”, indicou.

Em relação ao Conselho de Paz criado por Trump para controlar o cessar-fogo em Gaza e à relutância de países europeus, da Rússia e da China em que essa entidade substitua as Nações Unidas, Waltz lembrou que a instituição foi criada em uma votação do Conselho de Segurança da ONU com votos do Paquistão, do Reino Unido e da França.

O político norte-americano defendeu assim um “multilateralismo focado” e insistiu que o mundo está melhor do que há 18 meses, antes da chegada de Trump. “Temos que reformar o multilateralismo que, francamente, não era reformado há 80 anos, então acho que isso deveria ser bem recebido pelo mundo”, sublinhou.

Europa Press

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Fonte Monitor Mercantil

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