Riachuelo supera expectativas com balanço e mercado responde com otimismo

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A Guararapes (RIAA3), dona da Riachuelo, apresentou seus resultados após o fechamento da bolsa, na quarta-feira (11), com aumento no lucro líquido de 28,8%, a R$ 322 milhões. Pela manhã do dia seguinte, as ações da companhia abriram o mercado com alta de 5% e manteve um crescimento de cerca de 2% até o início da tarde. Às 13h25, subia 1,52%.

O balanço de resultados do quarto trimestre da companhia mostrou um desempenho superior ao esperado pelo mercado em todas as frentes. De acordo com a própria empresa, tanto o lucro líquido como a margem de Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) do quarto trimestre registraram o seu nível recorde dos últimos cinco anos.

O Ebitda do segmento financeiro foi de R$ 126 milhões, uma alta de 28% em comparação com o ano anterior. O resultado ficou 20% acima da expectativa do JP Morgan e foi atribuído, principalmente, às despesas menores. Conforme os analistas, o trimestre foi fortemente impactado pela venda do Shopping Midway.

Viva do lucro de grandes empresas

Ao ajustar o valor à esse efeito, o EBITDA consolidado atingiu R$ 660 milhões. O resultado representa uma alta de 17% na comparação ao ano. O valor também chegou a cerca de 5% superior às estimativas do JP Morgan e do consenso de mercado.

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Resultado acima do esperado

A margem bruta subiu 220 pontos-base, chegando a 60,8%. Para o Bradesco BBI, esse resultado é o ponto mais relevante do balanço da companhia. Com o lucro bruto de 54,5%, a Riachuelo mostrou um aumento de 2,6 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O resultado foi impulsionado, principalmente, pela margem bruta do setor de vestuário (57,8%).

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De acordo com o banco, o desempenho mantém a trajetória ascendente da empresa, sustentada pela alta na produtividade das fábricas, melhores níveis de remarcação de preços e inteligência de precificação.

O crescimento das vendas nas mesmas lojas (SSS) do segmento de vestuário também superou as expectativas, com alta de 7,2%. Para os analistas, esse aumento foi positivo, especialmente considerando o contexto de desaceleração trimestral no setor de vestuário no Brasil.

Em relação à dívida líquida, os analistas destacaram que a companhia tem mais flexibilidade para investir em projetos, sem comprometer o balanço patrimonial. Isso se dá porque a empresa segue entregando uma dinâmica sólida de fluxo de caixa livre (FCF) e sua relação da dívida líquida/Ebitda melhorou de 0,3x para 0,4x, em comparação com o trimestre anterior.



Fonte Infomoney

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