As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta quinta-feira, 12, com a temporada de balanços sendo o foco dos investidores após mais uma bateria de resultados de grandes empresas do continente. Os temores sobre o impacto da inteligência artificial (IA) e sua demanda por altos investimentos também pesaram sobre as bolsas.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,67%, a 10.402,44 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,82%, a 17.896,90 pontos. Em Frankfurt, o DAX perdeu 0,11%, a 24.827,83 pontos. Em Paris, o CAC 40 avançou 0,33%, a 8.340,56 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,62%, a 46.222,95 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 0,49%, a 9.025,65 pontos. As cotações são preliminares.
As bolsas acentuaram a queda perto do fechamento do pregão, com o setor financeiro e de software perdendo fôlego, com a bolsa de Frankfurt apagando uma alta de mais de 1%. O pessimismo seguiu alinhado com a queda vista nas bolsas de Nova York, diante das preocupações relacionadas à inteligência artificial (IA), e à aceleração do recuo dos preços de commodities.
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O subíndice de setor bancário caiu 1,9%, figurando entre as maiores perdas do Stoxx 600.
Entre as ações ligadas a commodities, a BP recuou 3,1% e a Fresnillo caiu 4,0%.
Influenciados por balanços, os papéis da Mercedes-Benz caíram 1,45% depois que a empresa alemã informou que prevê que a lucratividade de seu principal negócio de automóveis permaneça moderada neste ano, enquanto continua a lidar com custos de tarifas e forte concorrência na China.
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Já as ações da Siemens subiram 0,3% depois que a empresa divulgou seu balanço com lucro e receita acima das estimativas e elevou seu guidance para o ano fiscal de 2026.
Em Paris, as ações da Hermès subiram 2,7% após registrarem receita acima das previsões. O desempenho positivo ajudou a elevar outras marcas de luxo, com o índice STOXX Europe Luxury 10 subindo mais de 1%. A AB InBev também registrou balanço acima das previsões, com as ações avançando 5,5%
Nos dados, o PIB do Reino Unido cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025, menos que o previsto, e a produção industrial do país sofreu uma inesperada queda em dezembro.
FonteCâmara dos Deputados