PARIS, 5 Fev (Reuters) – Lojas online como a Shein enfrentarão um ‘ano de resistência’ na França, afirmou nesta quinta-feira o ministro francês para Pequenas e Médias Empresas, Serge Papin, acrescentando que as plataformas representam uma concorrência desleal para as grandes redes francesas.
Em entrevista à emissora de TV TF1, Papin afirmou ser ‘injusto’ que as lojas físicas sejam responsáveis pelos produtos que vendem em suas prateleiras, enquanto as plataformas online não o sejam.
Um tribunal de Paris deverá começar a analisar um recurso do governo contra uma decisão judicial de dezembro que rejeitou seu pedido de suspensão por três meses da Shein, após a descoberta de bonecas sexuais com aparência infantil à venda em seu marketplace.
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A Shein, que desde então reabriu parcialmente seu marketplace e afirmou ter implementado controles sobre os produtos vendidos na plataforma, recusou-se a comentar nesta quinta-feira.
‘ELES DEVEM RESPEITAR AS REGRAS’
Papin afirmou que tais violações eram ‘sistêmicas’ e que estava confiante de que o tribunal seria receptivo ao seu argumento de que a Shein representava uma ‘perturbação da ordem pública’.
Ele afirmou que dois parlamentares franceses estão preparando um projeto de lei que permitiria ao governo suspender plataformas online sem a necessidade de aprovação judicial, acrescentando que gostaria de ver as vendas da Shein caírem na França.
A Shein vende roupas e acessórios a preços baixíssimos graças ao seu modelo de negócios de envio de encomendas diretamente das fábricas na China para compradores em todo o mundo. Seu crescimento explosivo desencadeou uma reação negativa em muitos países da Europa, onde os varejistas tradicionais estão perdendo terreno.
‘Precisamos nos proteger, é claro, existe concorrência desleal, eles devem respeitar as regras de defesa do consumidor (aplicadas aos varejistas franceses)’, disse Papin.
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A França implementou uma taxa de 2 euros, que entrará em vigor a partir de 1º de março, enquanto a União Europeia introduzirá uma taxa de 3 euros sobre encomendas pequenas que anteriormente eram isentas, numa tentativa de conter as vendas da Shein e de outras plataformas.
FonteAgência Brasil