Preço do Bitcoin hoje, 03/02/2026

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Resumo da notícia

  • BTC consolida após US$ 5,4 bilhões em liquidações recentes

  • Fluxo de ETFs e macro dos EUA guiam o curto prazo

  • Suporte-chave aparece entre US$ 68 mil e US$ 70 mil

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 03/02/2026, está cotado em R$ 408.317,24. O BTC tenta recuperar parte da queda, mas não há forças para sustentar um movimento dos touros.

André Franco, CEO da Boost Research, aponta que os mercados globais mostraram recuperação após a recente volatilidade, com ações asiáticas avançando e ouro e prata se recuperando em condições de negociação mais estáveis. Uma surpresa positiva nos dados de atividade fabril dos EUA impulsionou o sentimento e sustentou os rendimentos dos títulos, apesar de as expectativas de cortes de juros permanecerem inalteradas.

Além disso, o Reserve Bank of Australia elevou a taxa de juros, enquanto moedas como o dólar australiano e índices acionários como o Nikkei e o KOSPI registraram fortes ganhos. Esses fatores contribuíram para um ambiente de liquidez e melhora no apetite por risco antes de eventos macro importantes nos EUA.

Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 78.700, tem uma expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa. Embora o sentimento de risco tenha melhorado para mercados acionários e ativos de risco tradicionais, as recentes quedas acentuadas em cripto e a persistente incerteza macro, especialmente com expectativas ajustadas sobre política monetária global, sugerem que o BTC permanecerá em consolidação ou sob leve pressão técnica. O fortalecimento de moedas de risco devido aos juros mais altos em alguns mercados pode reduzir temporariamente fluxos especulativos para cripto.

Sarah Uska, analista de mercado no Bitybank, a piora do sentimento também foi amplificada por ruídos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Irã, que elevaram a cautela dos investidores e aceleraram movimentos de realização em um mercado já fragilizado. Do ponto de vista de fluxo, os dados mostram uma sequência relevante de saídas líquidas dos ETFs de bitcoin ao longo do período, sinalizando redução de exposição institucional no curto prazo.

Em paralelo, o aumento das reservas de Bitcoin nas exchanges enquanto o preço recuava sugere maior oferta disponível para negociação, combinação que historicamente reforça a pressão vendedora quando o sentimento está deteriorado. Esse conjunto de fatores ajuda a explicar a intensidade do movimento observado na semana.

Para a próxima semana, o principal risco segue concentrado no cenário macro dos EUA e na manutenção do ambiente de risk-off. Ao mesmo tempo, níveis tão deprimidos de sentimento costumam indicar que parte relevante do pessimismo já foi precificada, o que pode abrir espaço para repiques técnicos caso os fluxos se estabilizem ou haja algum alívio no noticiário externo. Ainda assim, o cenário segue de cautela no curto prazo, com o mercado atento a sinais mais claros de normalização antes de uma retomada mais consistente”, afirmou Uska.

Bitcoin análise técnica

Guilherme Fais, head de finanças da NovaDAX, aponta que mesmo com essa recuperação inicial, o ativo ainda carrega uma perda semanal acumulada de cerca de 12%, refletindo um processo agressivo de desalavancagem, com mais de US$ 5,4 bilhões em liquidações recentes e queda do interesse aberto para o menor patamar em nove meses. A abertura da semana também é marcada pela formação de um dos maiores gaps da CME desde 2020, tornando a faixa entre US$ 77 mil e US$ 84 mil um ponto de atenção relevante para traders e gestores.

No contexto macroeconômico, o BTC segue pressionado por um ambiente global mais avesso ao risco, influenciado por incertezas fiscais nos Estados Unidos, tensões geopolíticas e elevação dos rendimentos dos títulos soberanos, fatores que reduzem o apetite por ativos de maior risco. Do ponto de vista técnico, o RSI semanal em região de sobrevenda sugere possível alívio no curto prazo, mas a perda de médias relevantes e sinais de deterioração estrutural mantêm o viés defensivo para o início da semana. Ainda assim, analistas veem o movimento como uma desalavancagem saudável, com a região entre US$ 68 mil e US$ 70 mil configurando um suporte-chave, enquanto eventuais repiques dependerão da melhora do sentimento macro e da redução da volatilidade.

Marco Aurélio, CIO da Vault Capital, destaca que no campo macro, os dados também ajudam a separar ruído de tendência. O ISM Manufacturing é um dos indicadores mais relevantes do ciclo econômico global. 

Leituras acima de 50 indicam expansão; abaixo disso, desaceleração. Por ser um indicador antecedente, ele costuma se mover antes de mudanças mais amplas no mercado.

O retorno recente do ISM acima de 50, com leitura bem acima das expectativas e a mais forte desde outubro de 2022, sinaliza uma inflexão relevante. O avanço expressivo de New Orders reforça a leitura de aceleração da atividade no curto prazo.

Historicamente, fases de expansão do ISM estão associadas a maior liquidez no sistema financeiro e a um ambiente mais favorável para ativos de risco. O Bitcoin, como expressão direta do ciclo de liquidez, tende a se beneficiar desse tipo de contexto. Após cerca de 26 meses de contração, o movimento atual sugere uma possível mudança de regime macro nos próximos meses.

Já Guilherme Prado, country manager da Bitget, afirma que o Bitcoin mostra sinais iniciais de estabilização ao se manter próximo dos US$ 78 mil após a forte correção da semana passada. A retomada pontual do apetite institucional, evidenciada por entradas de US$ 561,9 milhões nos ETFs de Bitcoin à vista em um único dia, o maior fluxo positivo desde meados de janeiro, além da continuidade da acumulação por grandes players, ajudou a sustentar um alívio de curto prazo nos preços.

No entanto, para que esse movimento de recuperação ganhe tração e se torne mais sustentável, será fundamental a continuidade e o fortalecimento desses fluxos institucionais. Do ponto de vista técnico, um fechamento consistente acima de US$ 80 mil pode abrir espaço para um avanço em direção à região de US$ 82,6 mil, onde convergem um nível-chave de Fibonacci e a média móvel exponencial de 50 períodos. Ainda assim, o RSI diário em 29, em território de sobrevenda, indica que a pressão vendedora segue relevante, sugerindo que o mercado permanece sensível a novos catalisadores macroeconômicos e à dinâmica de liquidez global.

Portanto, o preço do Bitcoin em 03 de fevereiro de 2026 é de R$ 405.905,22. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0024 BTC e R$ 1 compram 0,0000024 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 03 de fevereiro de 2026, são: Stable (STABLE), MYX Finance (MYX) e Memecore (M), com altas de 17%, 12% e 9% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 03 de fevereiro de 2026, são: Pump.fun (PUMP), Monero (XMR) e Kaspa (KAS), com quedas de -8%, -9% e -6% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente – cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado “corrente de blocos” (block – bloco, chain – corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

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Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.



Fonte UOL

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