A Cogna Educação (COGN3) tem sido um destaque na B3, com forte crescimento na comparação entre os pares do setor. Em 2025, a companhia teve a ação que mais subiu no Ibovespa, com ganhos superiores a 200%. Mesmo com queda em dezembro, o papel fechou o ano com alta acumulada de 238,26%.
Neste ano, com a Bolsa em alta, a empresa manteve os ganhos e já acumulava alta de 15,51% até a última semana de janeiro. Por volta das 13h20 (horário de Brasília) desta terça-feira, a COGN3 estava com baixa de 1,33%, negociada a R$ 4,44.
Na segunda-feira (2), analistas do Goldman Sachs se reuniram com o CEO da Cogna, Roberto Valério, e outros representantes da companhia para discutir sobre os resultados e objetivos da empresa para o futuro. A reunião debateu sobre o ciclo atual de captação de alunos, as novas perspectivas para as faculdades de medicina e as estratégias de longo prazo, incluindo a alocação de capital.
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De acordo com o banco, o ciclo de captação de alunos do verão está em linha para um crescimento saudável, na comparação anual. Mesmo ainda sem a aceleração pós-resultados do SISU e estancado pelo feriado de Carnaval, os analistas destacaram que há sinais preliminares de que a companhia vem superando seus pares.
Um dos pontos destacados pelo próprio CEO, é de que a receita da safra atual, com os alunos que estão entrando, está crescendo mais em relação a 2025. Segundo o relatório, o aumento tem sido sustentado pela migração dos alunos para cursos mais caros, em especial na modalidade presencial.
Conforme os executivos, a unidade de negócios presencial tem demonstrado crescimento de dois dígitos neste ano. Desde a determinação do Ministério da Educação, que proíbe cursos de saúde e alguns de educação na modalidade remota, a unidade de negócios DL puro, 100% remotos, tem apresentado queda. Os negócios na modalidade semipresencial, tem crescido um dígito.
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Oportunidades de crescimento
Para o futuro, a administração vê de forma positiva o potencial de crescimento do segmento B2G (business-to-government). Durante a reunião, os executivos mencionaram um mercado endereçável total (TAM) potencial de R$ 50–60 bilhões em orçamentos discricionários de gastos públicos de municípios e estados.
A expectativa da companhia é de que parte desse orçamento seja destinado a materiais e soluções educacionais para melhoria de desempenho, área em que Vasta e Saber, plataformas controladas pela Cogna, são participantes relevantes. A Vasta Plataform oferece serviços focados em educação básica e a Saber, tem atuação na rede pública.
De acordo com a Cogna, Vasta e Saber podem crescer em 2026 ao alavancar a base de dados acumulada e o know-how na gestão de contratos B2B, a partir do refinamento dos produtos para atender as necessidades e orçamentos de cada estado ou município.
Redução de dívidas
A Cogna também destacou que a principal prioridade de alocação de capital continuará sendo a redução de dívidas mais caras. Desde o primeiro trimestre de 2025, a companhia reduziu seu custo da dívida de CDI para +1,3%, de +1,7%. Segundo a companhia, a Cogna está próxima do seu nível ótimo de alavancagem, com mais espaço para reduções.
De acordo com a gestão, o fluxo de caixa livre (FCF) deverá ser direcionado para a amortização antecipada da dívida de forfaiting (cerca de R$ 490 milhões), que atualmente possui custo mais elevado (CDI + 3%) do que a dívida financeira consolidada.
Em uma escala de prioridade, conforme a própria companhia, a desalavancagem está como o principal pilar da tese de investimento da empresa. Isso deve limitar a atuação da Cogna a operações de pequeno porte, em estados com sinergias e avaliações disciplinadas.
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FonteCâmara dos Deputados