mesmo com dividendos robustos, mercado permanece cético e atualiza projeções

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A Taesa (TAEE11) continua com bons resultados, entregando dividendos robustos e um potencial de reembolso de ativos não depreciados que tende a aumentar o preço das ações. Ainda assim, o mercado não parece convencido.

Em relatório, o Bradesco BBI manteve recomendação para a ação da companhia em underperform (desempenho abaixo da média do mercado). Mesmo com uma atualização positiva para o preço-alvo de R$ 38,00 (antes, era de R$ 30 por ação) para o final de 2026, os analistas explicam que a avalição relativa é alta e, por isso, segue cauteloso com as expectativas.

Em novembro do ano passado, analistas já haviam sinalizado para a mesma tese. Na época, mesmo com os proventos acima das expectativas, as recomendações eram neutras, justificadas pelo receio com o desempenho a longo prazo da empresa.

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Conforme o novo relatório do BBI, a Taesa continua sendo uma máquina de geração de caixa. Os rendimentos com o pagamento de dividendos têm variado de 8% a 11%, entre os anos fiscais de 2026 e 2031.

A estimativa do banco, entretanto, é de que haja uma queda nos lucros/dividendos entre os anos de 2030 e 2032, quando algumas das concessões expiram. De acordo com o banco, as concessões equivalentes a 40% da receita da Taesa expiram entre 2030 e 2032, o que explica a queda na receita/Ebitda/dividendos no modelo utilizado, a partir de 2031. O Ebitda se refere ao lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações.

O cenário-base da avaliação também não considera fusões e novas aquisições ou investimentos, o que diminui o capex esperado para o ano fiscal de 2026, para R$ 450 milhões. De acordo com os analistas, um capex adicional para reforço e manutenção de ativos poderia agregar um potencial de aumento marginal à receita.

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A atualização da recomendação, que incorporou os novos resultados da empresa e atualizou as premissas macroeconômicas, levou em consideração, principalmente, a inclusão do reembolso de ativos não depreciados ao final das concessões. A estimativa do banco é de que o reembolso adicione um valor presente líquido (VPL) de R$ 1,10 por ação.

A avaliação, que tomou uma abordagem mais conservadora, não levou em consideração o reembolso de outros ativos não depreciados, um tema que tem sido discutido com os órgãos reguladores, como a ANEEL.

Ainda assim, conforme o relatório, o potencial reembolso desses outros investimentos não depreciados ao final das concessões, entre 2030 e 2049, é estimado pela Taesa em R$ 2,74 bilhões (valor contábil, não ajustado pela inflação). Com essa adição, o VPL poderia chegar a R$ 8,60 por ação, ou cerca de 20% do preço atual da ação da Taesa.

Apesar do conservadorismo, o BBI ainda mantém alguns riscos positivos que podem impactar diretamente a performance da empresa, como esse próprio reembolso. Neste cenário mais otimista, o banco também sinaliza que a Taesa pode realizar fusões e aquisições vantajosas, adicionando novas instalações ou adquirindo ativos já existentes.



FonteCâmara dos Deputados

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