A petrolífera venezuelana PDVSA denunciou um ataque cibernético contra suas instalações, que qualificou de “desprezível” e apontou os EUA como possíveis responsáveis por essas ações, que visam a “interromper as operações da empresa”.
“Graças à experiência do talento humano da PDVSA, as áreas operacionais não foram afetadas de forma alguma, sendo reduzidas a um ataque ao seu sistema administrativo”, disse a empresa em um comunicado divulgado por meio de sua conta no Telegram.
Nesse sentido, confirmou que as operações são mantidas através da “implementação de protocolos seguros que permitem suas atividades regulares no fornecimento de produtos no mercado interno, bem como para o cumprimento de todos os seus compromissos de exportação”.
A empresa lamentou que essa “tentativa de agressão” se soma à “estratégia pública do governo dos EUA de se apoderar do petróleo venezuelano pela força e pela pirataria”. A classe trabalhadora da indústria de hidrocarbonetos já enfrentou ataques dessa natureza no passado”, diz a nota, esclarecendo que “foi precisamente seu compromisso, experiência e lealdade que lhes permitiram detectar e neutralizar esse novo ataque”.

“Rejeitamos categoricamente essa ação desprezível, orquestrada por interesses estrangeiros em cumplicidade com fatores apátridas que buscam minar o direito do país ao desenvolvimento soberano de energia. É preciso lembrar que esta não é a primeira vez que o governo dos EUA, aliado a setores extremistas, tenta afetar a estabilidade nacional e roubar o Natal do povo venezuelano”, lamentou.
“Nada nem ninguém deterá a marcha vitoriosa da PDVSA e de sua classe trabalhadora a serviço de todos os venezuelanos”, disse a empresa, em meio à crescente tensão sobre os ataques dos militares dos EUA contra navios no Caribe. Até o momento, as autoridades dos EUA não comentaram o ataque cibernético.
Europa Press

Fonte Monitor Mercantil