O dólar à vista caía mais de 1% ante o real nesta quinta-feira (11), acompanhando o exterior e após o comunicado do Banco Central na véspera não passar indicações claras sobre quando o corte de juros começará no Brasil.
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Às 13h19, o dólar à vista opera em baixa de 1,14%, aos R$ 5,406 na venda. O contrato de dólar futuro para janeiro DOLc1 — atualmente o mais líquido no Brasil — caía 1,21% na B3, aos R$ 5,430.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,406
- Venda: R$ 5,406
Dólar Turismo
- Compra: R$ 5,449
- Venda: R$ 5,629
Na véspera, o Copom manteve a taxa Selic em 15% ao ano. No exterior, o Fed reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica americana para o intervalo entre 3,50% e 3,75%. Nenhum dos dois sinalizou claramente os próximos passos. Powell falou em possível “pausa”, sem descartar um corte em janeiro. No Brasil, apesar do tom hawkish (com tom duro, mostrando preocupação com inflação), as revisões de inflação sugerem que o IPCA pode chegar ao centro da meta no horizonte relevante já na primeira reunião de 2026.
Lá fora, o dólar se firmou em baixa ante a maior parte das demais divisas, incluindo pares do real como o peso mexicano e o peso chileno.
Sobre o Copom, parte do mercado esperava por indicações mais claras sobre a possibilidade de corte da Selic já em janeiro, o que não se confirmou, ainda que o BC não tenha fechado a porta para esta possibilidade.
No comunicado, o BC avaliou que a estratégia “em curso” de manutenção dos juros por “período bastante prolongado” é “adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”. No comunicado anterior, de novembro, não havia o termo “em curso”.
“Essa adição está em linha com o discurso recente de (presidente do BC, Gabriel) Galípolo, que esclareceu que o ‘bastante’ não reinicia a cada reunião, ou seja, esse período já vem ocorrendo há meses”, avaliou o consultor Sérgio Goldenstein, da Eytse Estratégia, em comentário enviado a clientes. “A retirada do caráter de guidance abre espaço para corte já em janeiro sem ruptura na comunicação.”
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No início do mês, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, havia dito que a contagem de tempo da Selic restritiva por prazo “bastante prolongado” não zera a cada reunião.
Para o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares, o BC manteve no comunicado seu diagnóstico e sua sinalização.
“Entendemos que isso deve esvaziar as apostas do mercado pelo início do ciclo de cortes de juros em janeiro. Nossa opinião, há algum tempo, é de que as condições para esse início não estarão dadas antes de março”, pontuou em comentário após a decisão.
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Enquanto os agentes no Brasil seguiam debatendo quando o ciclo de cortes da Selic começará, no exterior as apostas majoritárias são de que o Federal Reserve manterá sua taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% em janeiro.
O diferencial de juros entre Brasil e EUA tem sido apontado como o principal motivo para que o dólar se mantenha em patamares mais baixos ante o real — ainda que desde sexta-feira o câmbio no Brasil esteja pressionado pelo anúncio da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência em 2026.
(Com Reuters)
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Fonte Infomoney