o que muda para Motiva e Ecorodovias?

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O Ministério dos Transportes divulgou o cronograma de projetos de infraestrutura para 2026, detalhando um plano plurianual de concessões que combina ativos ferroviários e rodoviários sob um arcabouço regulatório e contratual unificado e mais padronizado.

De forma geral, o programa de concessões rodoviárias de 2026 apresenta um pipeline amplo e geograficamente diverso. O planejamento é de realizar 21 leilões em 2026, sendo 13 rodoviários e oito ferroviários. A expectativa é que as concessões somem R$ 288 bilhões em investimentos, segundo a carteira de projetos divulgada pela pasta nesta terça-feira, 25.

Para o setor rodoviário, a estimativa é de R$ 148 bilhões em investimentos, com projetos em todas as regiões do País, além de R$ 140 bilhões para ferrovias, totalizando R$ 288 bilhões.

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Em relatório, o BTG Pactual ressalta um cenário favorável tanto para a Motiva (MOTV3; ex-CCR) quanto para a Ecorodovias (ECOR3), já que a abundância de projetos permite maior seletividade.

Também destaca que ambas as companhias estão engajadas em discussões contínuas com reguladores estaduais (principalmente em SP), que não estão incluídas no planejamento do governo federal.

O banco ressalta que o portfólio combina a otimização de contratos existentes (como Régis Bittencourt, Transbrasiliana, Arco Norte, Planalto Sul e Litoral Sul) com novos corredores integrados, como Rotas Gerais, Rota dos Sertões, Rota do Pequi, Rota 2 de Julho, Rota Portuária do Sul e os pacotes de Rodovias Integradas de Santa Catarina, além de importantes trechos federais como BR-153, BR-116, BR-060/153 e BR163/MT-PA. Os projetos estão sendo estruturados pela Infra S.A. e pelo BNDES por meio de um processo em fases que envolve consulta pública, análise do TCU, publicação dos editais e leilão.

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“Esses esforços devem preencher a agenda de concessões rodoviárias até o fim de 2025 e ao longo de 2026”, avalia.

Com relação à Motiva, dado o foco estratégico em ativos maduros, de escala relevante e localizados em regiões de menor risco, o pipeline federal de 2026 naturalmente direciona a prioridade da companhia para alguns corredores de alta qualidade em São Paulo e no Paraná, onde os padrões de tráfego, a densidade de PIB e a execução regulatória são mais previsíveis. Na prática, isso reforça o interesse em ativos como Régis Bittencourt e Transbrasiliana, ressalta o BTG.

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Já sobre Ecorodovias, um projeto-chave é o Rotas Gerais, que oferece uma TIR (Taxa Interna de Retorno) real desalavancada de 14% e complementaria os corredores de longa distância Rio Minas e Norte Minas.

As expectativas iniciais indicam um leilão em março de 2026, com assinatura do contrato prevista para setembro de 2026. Também observa que a Ecorodovias tem interesse no estado de São Paulo, relacionado a discussões em andamento sobre capex adicional (oportunidades de aditamento) para a rodovia dos Imigrantes. A Ecorodovias pretende apresentar seu estudo executivo sobre a nova faixa à autoridade concedente no primeiro semestre de 2026, e as discussões sobre condições de financiamento, viabilidade e um possível aditivo ao contrato de concessão dos Imigrantes devem começar no segundo semestre de 2026. Se tudo seguir conforme o cronograma, uma decisão final poderá ser tomada em 2027.

“O pipeline de concessões de 2026 indica uma tendência de aumento no número de concorrentes, impulsionada pela abundância de projetos, pela padronização dos contratos e por um arcabouço regulatório mais maduro, que facilita a entrada de fundos globais de infraestrutura e de operadores regionais”, reforça.

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O Bradesco BBI vê indicação positiva para Motiva e Ecorodovias, visto que o governo federal continua a impulsionar uma longa carteira de novos projetos para 2026. “Além disso, observamos também uma agenda regulatória positiva para o setor, com discussões sobre emendas que continuam a gerar novas oportunidades de crescimento”, aponta o banco.



FonteCâmara dos Deputados

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