ação salta 20% após sinais de melhorias operacionais no 3T

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As ações da Dasa (DASA3) registravam forte valorização nesta sexta-feira (14), após a divulgação de resultados robustos no terceiro trimestre, indicando que o processo de turnaround começa a ganhar tração, especialmente em margens e geração de caixa. Às 12h39, os papéis subiam 19,27%, a R$ 2,29.

O Bank of America (BofA) comenta que os resultados fortes reforçam confiança na capacidade da Dasa de entregar seu plano de retomada, baseado na recuperação de margens e geração de caixa, acelerando o processo de desalavancagem. Entre os principais vetores, o banco destaca a redução no prazo de recebíveis, fruto de maior alinhamento com as operadoras, e a perspectiva de que a margem Ebitda avance para 22% em 2026. O BofA também vê riscos positivos ligados a uma possível venda de ativos hospitalares e de clínicas de oncologia.

Por outro lado, na avaliação do BofA, um desafio relevante é o vencimento de R$ 2,5 bilhões em dívidas em 2026, risco que o banco acredita estar sendo endereçado com a emissão anunciada de debêntures de R$ 1,1 bilhão, com vencimento em 2030. A recomendação de compra foi mantida, com preço-alvo de R$ 3.

Análise de Ações com Warren Buffett

O Goldman Sachs, por sua vez, avalia que a companhia entregou uma combinação positiva de redução da dívida líquida e indicadores operacionais sólidos. A Dasa reduziu sua dívida líquida em R$ 685 milhões na comparação trimestral. “O movimento foi impulsionado principalmente por recentes vendas de ativos e por um fluxo de caixa operacional robusto, beneficiado pela recuperação das margens”, explica o branco.

Analistas do Goldman Sachs destacam ainda a melhora de rentabilidade na divisão de diagnósticos, que registrou expansão de 6,2 pontos percentuais na margem bruta em relação ao ano anterior. O desempenho decorre de maior alavancagem operacional, apoiada por volumes mais fortes, e ganhos de eficiência, indicando avanço da agenda de reestruturação da companhia.

O Goldman Sachs manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 1,60.

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Já o BTG destaca que a Dasa apresentou melhora de margens, com receita bruta de R$ 2,85 bilhões, em linha com suas expectativas, após a JV com Amil passar a ser registrada por equivalência patrimonial. O Ebitda ajustado atingiu R$ 684 milhões, 17% acima das estimativas, com margem de 26,2%, impulsionado por ganho de capital de R$113 milhões e ajustes de dívida da JV.

O fluxo de caixa livre somou R$ 368 milhões, quase quatro vezes o ano anterior, apoiado por capital de giro e capex menor. A dívida líquida caiu para R$ 6,1 bilhões após vendas de subsidiárias, com alavancagem de 3,38 vezes, abaixo do covenant. O banco manteve recomendação permanece neutra, dado o alto risco de execução do turnaround (virada da empresa).

Segundo Bradesco BBI, os números indicam melhora operacional relevante, especialmente em Diagnósticos e na eficiência administrativa, o que pode abrir espaço para revisão positiva da nossa recomendação. No entanto, o banco manteve recomendação neutra para as ações DASA3, devido ao valuation limitado, mas enxerga sinais encorajadores para margens e geração de caixa nos próximos trimestres.



Fonte Infomoney

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