Entre a sanha arrecadatória do governo e a fantasia da oposição, a conta cai no colo do contribuinte

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De um lado, o governo insiste em ajustar contas pelo aumento de impostos; do outro, a oposição lança propostas irreais, como extinguir o Imposto de Renda. O resultado é um debate ruidoso e pouco honesto, enquanto a conta segue recaindo sobre o contribuinte, diz a colunista do Estadão, Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, no programa Não vou passar raiva sozinha (ver conteúdo na íntegra no vídeo acima).

Ele destaca que PLP 182/2025, apresentado pelo líder do governo José Guimarães, é exemplo disso: vendido como revisão de benefícios, na prática, amplia a base de cálculo do lucro presumido e reduz isenções, o que equivale a mais carga tributária — ainda que o discurso oficial diga o contrário.

Na semana seguinte, a deputada Júlia Zanatta apresentou o PL 4329/2025, que extingue o Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas. “Uma ideia que coube num vídeo curtinho, rendeu like para ela, mas não se sustentaria em pé nem por um minuto de planilha.” Sem IR, diz a Duquesa, fundos de participação de Estados e municípios perderiam sua principal fonte de receita, comprometendo serviços básicos. “É um exemplo claro de populismo tributário: agrada no discurso, mas não se sustenta em planilhas.”

Entre esses dois polos — o aumento disfarçado e a promessa inviável — tramita uma discussão mais séria: a reforma do IR (PL 1087/2025), relatada por Arthur Lira, que pretende isentar quem ganha até R$ 5 mil. A dúvida está em como compensar a renúncia: a aposta é na tributação de dividendos, mas especialistas alertam para o risco de abrir um novo buraco fiscal.

Programa

Todas as quintas-feiras, às 9h30, a Duquesa de Tax faz reacts (comentários sobre outros vídeos ou entrevistas) do noticiário econômico no Estadão. Além disso, tem o programa semanal Não vou passar raiva sozinha. Os vídeos inéditos vão ao ar sempre às segundas-feiras, às 9h30, para assinantes do Estadão. Cortes do programa são distribuídos ao longo da semana nas redes sociais e na Rádio Eldorado. A atração também tem uma versão em podcast.

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Fonte ONU

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