Países em desenvolvimento sem litoral terão grupo de negociação na COP30

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A 3ª. Conferência da ONU sobre os Países em Desenvolvimento Sem Litoral, Lldc3, anunciou um novo grupo de negociação climática que atuará pela primeira vez na 30ª Cúpula do Clima, COP30, em Belém do Pará, no Brasil.  

Esse trabalho será realizado no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Unfccc, disse a alta representante da ONU para Países Menos Desenvolvidos, Países em Desenvolvimento Sem Litoral e Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento.

Declaração Política e Programa de Ação

Rabab Fatima classificou o evento como um sucesso falando a jornalistas, nesta sexta-feira, em Awaza, Turcomenistão.

A reunião adotou a Declaração Política de Awaza e o Programa de Ação de Awaza 2024-2034, um marco para acelerar o desenvolvimento sustentável e a resiliência das 32 nações sem litoral do mundo.

Participação de jovens e da sociedade civil foi aplaudida em todo o

Participação de jovens e da sociedade civil foi aplaudida em todo o

Fatima disse que a conferência e os compromissos anunciados dão um enorme impulso para a tarefa de implementar o plano.

Para ela, trata-se de uma visão ousada e inclusiva para o desenvolvimento sustentável construída sobre resiliência e solidariedade global e que foi a base das discussões na cidade Turcomenistão.

Rede Global de Negócios

Outros marcos foram o primeiro Dia Internacional de Reconhecimento para os Países Sem Litoral, a ser celebrado a cada 6 de agosto, e o lançamento da Rede Global de Negócios do grupo de economias.

Fátima defende que embora os Lldc sejam isolados do litoral, eles não estão bloqueados das oportunidades. Para ela, a reunião foi a maior, mais ambiciosa e inclusiva já realizada em nome dos países em desenvolvimento sem litoral.

A conferência de quatro dias juntou mais de 5,7 mil participantes de 103 países, incluindo 30 dos 32 Lldc. Quase 20 chefes de Estado e de governo, 108 ministros e acima de 100 membros do parlamento estiveram presentes nas discussões.

A participação de agências internacionais e da ONU foi de mais de 29, e cerca de 450 membros de organizações não governamentais.

Discussões e formação de ideias

A conferência, que aconteceu sob o tema “Impulsionando o Progresso por Meio de Parcerias”, é exaltada pelos novos compromissos e ideias de cooperação para liberar o potencial dos Lldcs.

A participação de jovens e da sociedade civil foi aplaudida em todo o processo que incluiu discussões e geração de ideias para o futuro.

Antes, com o setor privado, a subsecretária-geral destacou as posições-chave que o fórum reafirmou com veemência dando primazia para a facilitação do comércio e a integração regional.

Ela frisou ainda que é preciso criar ecossistemas vibrantes para o empreendedorismo jovem, a inovação e o crescimento de negócios inclusivos.

Em terceiro plano, defendeu a transformação digital como uma necessidade, não um luxo e, por último, que deve haver uma “liberação do capital privado”.



Fonte ONU

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